Mauricio Kus
Comédia RÉPÉTITION, de Flavio de Souza, estreia em outubro no Teatro Folha


Por Mauricio Kus, 24/09/2015 às 10:11

“RÉPÉTITION”, DE FLAVIO DE SOUZA, ESTREIA EM OUTUBRO NO TEATRO FOLHA

Paulinho Serra, Alex Nader e Tatianna Trinxet fazem uma peça dentro de outra peça, dirigidos por Walter Lima Jr.

Comédia RÉPÉTITION

Dia 9 de outubro entra em cartaz no Teatro Folha a comédia “Répétition”, com texto de Flavio de Souza, direção de Walter Lima Jr. e elenco formado por Paulinho Serra, Alex Nader e Tatianna Trinxet. Esta é a segunda formação e a quarta temporada da montagem, que estreou em 2013, no Rio de Janeiro.

Com inteligência, humor requintado e agudo senso crítico sobre as relações humanas, “Répétition” conta a história de três atores e também dos três personagens do espetáculo que estão ensaiando.

O enredo embaralha duas tramas de forma engenhosa. Vida real e ficção se confundem. Questões pessoais são levadas aos ensaios em jogos de afeto e sedução que transformam o público em refém absoluto.

Comédia RÉPÉTITION Comédia RÉPÉTITION

Em cena, Dinho/Fernando (Alex Nader), Laura/Silvia (Tatianna Trinxet) e Luis/Marcelo (Paulinho Serra) mergulham nas palavras, no texto, nos gestos e principalmente nas questões de suas personagens.

“O texto de Flavio me encanta por seu jogo cênico; um jogo entre atores muito interessante. É um excelente estudo”, diz a atriz e diretora de produção Tatianna Trinxet, que convidou Walter Lima Jr. para dirigir “Répétition”.

Temas como amor, desejos, ciúme, casamento, traição, fantasia, amizade, teatro e arte envolvem o espectador num exercício de metalinguagem. O medo de confrontos reais também se faz presente, e o teatro serve de pano de fundo para debates pessoais.

Comédia RÉPÉTITION Comédia RÉPÉTITION

Nouvelle Vague e elogios de Fernanda Montenegro

Autor de “Répétition”, Flavio de Souza diz que escreveu o texto inspirado em filmes da nouvelle vague dos anos 1960. Entre eles, um em especial: “Uma mulher é uma mulher” (“Une femme est une femme”, no título original), de Jean-Luc Godard, lançado em 1961.

Mais do que apenas repetição, o título francês “Répétition” é também a palavra para “ensaio” no teatro. “As referências foram todos os ensaios que eu participei”, explica Flavio de Souza.

"No último dia da temporada de estreia, que foi a única apresentação que eu assisti, a Fernanda Montenegro estava na plateia e eu recebi altos elogios. Foi sensacional. É uma montagem bem diferente das que eu dirigi, que gosto tanto quanto as minhas”, comenta o autor.

Comédia RÉPÉTITION

SOBRE O AUTOR

FLAVIO DE SOUZA - Dramaturgo, roteirista, diretor e ator de teatro, cinema e televisão, Flavio escreveu e dirigiu as seguintes peças: “Vida de Cachorro”, “Parentes entre Parênteses”, “Viva o Circo”, “Sapo Vira Rei Vira Sapo”, “Grand Finale”, “Sinfonia Burlesca”, “A Cor de Rosa”, “Saudades do Sião”, “Uma Coisa muito Louca”, “O Mistério da Paixão”, ”Por quê? Pra quê?”, “Fascinação”, ”Fica Comigo esta Noite”, ”O Último Capítulo”, “Teatro do Castelo Rá-Tim-Bum 1 e 2”, entre outras. Criador e roteirista da série de televisão ”O Mundo da Lua”, exibida pela TV Cultura, idealizou, junto com Cao Hambúrguer, o Castelo Rá Tim Bum também da Cultura. Publicou diversos livros, em sua grande maioria infanto-juvenis, como ”A mãe da Menina e a Menina da Mãe” e ”A chegada do Invasor”.

SOBRE O DIRETOR

WALTER LIMA JR - Atuou na direção de diversos documentários para a televisão brasileira. Começou escrevendo críticas para jornais diários. Em 1963 conheceu Glauber Rocha, que o convidou para fazer assistência de direção em “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. Seu primeiro longa-metragem foi “Menino de Engenho” (1965). Fez, em seguida, “Brasil Ano 2000” (1968), Urso de Prata do Festival de Berlim. Entre 1973 e 1978, dirigiu documentários para a televisão, como “Os Índios Kanela” (1974). Em 1977 concluiu o longa-metragem “A Lira do Delírio”, prêmio de Melhor Filme no Festival de Brasília. Nos anos 90 dirigiu, sob encomenda de um produtor americano, “O Monge e a Filha do Carrasco” (1995) e, pouco depois, fez a “Ostra e o Vento” (1997), baseado no livro de Moacir C. Lopes, selecionado para a competição do Festival de Veneza. Em 2003 realizou o documentário em curta-metragem “Thomas Farkas” e, em 2005, filmou “Os Desafinados”, que estreou em 2008. Tem ministrado cursos de direção de atores e assistência de direção para cinema no Rio de Janeiro. Atualmente é professor no curso de direção cinematográfica da escola de cinema Darcy Ribeiro.

SOBRE OS ATORES

PAULINHO SERRA - Ator, humorista e radialista. Conquistou notoriedade no teatro de humor ao integrar o grupo Deznecessários nos anos 2000, juntamente com Marcelo Marrom, Rodrigo Capella, Maíra Charken, Miá Mello e Tatá Werneck, mas foi em 2010, quando ingressou no time da MTV (emissora onde ficou por quatro anos apresentando programas como o “Comédia MTV”, “Trolalá”, “Quinta Categoria”), que ganhou popularidade em todo o país. Trabalhou na Rádio Joven Pan no “Programa Pânico” e no “Pânico na TV”. É considerado um talento do teatro e da televisão brasileira, sendo um dos pioneiros a montar, produzir e atuar em stand up comedy país afora. Atualmente Paulinho Serra faz parte do elenco fundador do canal “Amada Foca” (presente no Youtube e em redes sociais), que produz vídeos temáticos de humor com milhares de acessos, e está no elenco do novo programa humorístico da TV Globo “Chapa Quente”.

TATIANNA TRINXET - Atriz e produtora, administrou, produziu e realizou inúmeros projetos de reconhecimento artístico e social no Teatro Tablado entre 2006 e 2010. Em 2011 inaugurou o Espaço Move - uma empresa que realizou a instalação de um espaço de arte na Barra da Tijuca voltado para o ensino e desenvolvimento de técnicas teatrais e cinematográficas, da qual era sócia e curadora artística. Em 2014 inaugurou a Constelar, produtora com foco em entretenimento de TV, cinema e teatro. Seus últimos trabalhos de destaque são “Não Vamos Pagar!”, de Dario Fo com direção de Inez Viana; “Pedro Malazarte e a Arara Gigante”, de Jorge Furtado com direção de Débora Lamm; “Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas Ordinária”, de Nelson Rodrigues e direção de Eduardo Wotzik; “Jogos da Paixão”, filme/minissérie para o Canal Brasil e “Turbilhão”, ambos com texto e direção de Domingos Oliveira; “A Lição & A Cantora Careca”, dirigido por Camilla Amado e Delson Antunes; “Valentin”, de Karl Valentin e direção de Cico Caseira. No Tablado produziu os infantis “O Rapto das Cebolinhas”, “O Dragão Verde” e “O Cavalinho Azul”, todos de Maria Clara Machado e direção de Cacá Mourthé.

ALEX NADER - Formou-se em cinema pela Unesa em 2003. Desde então vem trabalhando com renomados diretores no teatro, TV e cinema. No teatro participou das produções “Casamentos e Precipícios”, com direção de Henrique Tavares; “Não sobre Rouxinóis”, com direção de João Fonseca e Vinícius Arneiro; “Senhora Solidão”, com texto e direção de Leandro Muniz; “Assassinato no Motel”, com direção de Fernando Ceylão; “Clube da Cena”, com direção geral de Cristina Fagundes; “Medida por Medida”, com direção de Gilberto Gawronski; “A Arte de Escutar e Nenê Bonet”, de Carla Faour e direção de Henrique Tavares; “Frida - Fragmentos de Memória”, de Meire Rioto e direção de Caco Ciocler; “Hedda Gabler”, de Ibsen e direção de Walter Lima Jr; “Inês de Castro - Rainha Morta”, de Marcílio Moraes e direção de Marcelo Escorel; “Os Melhores Anos de Nossas Vidas” e “Cabaré Filosófico 2002 - A Festa”, com texto e direção de Domingos Oliveira; “A Vida como Ela É”, de Nelson Rodrigues e direção de Roberto Bontempo. No cinema atuou em “Remoção Roteiro”, “Gota d´água”, “Tulipa”, “Irmãos de Fé”, “Opressão”, “Cólera”, “O Trapalhão e a Luz Azul”, entre outros.

FICHA TÉCNICA

Texto: Flavio de Souza
Direção: Walter Lima Jr.
Elenco: Paulinho Serra, Tatianna Trinxet e Alex Nader
Direção de movimento: Patrícia Carvalho-Oliveira
Cenário: Ronald Teixeira
Figurinos: Elisa Faulhaber
Desenho de luz: Fernanda Mantovani
Arte gráfica: Marina Kelson e Duda Aquino
Direção de produção: Tatianna Trinxet
Realização: CONSTELAR

Duração: 55 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

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