Mauricio Kus
"MY FAIR LADY", ESTRELADA POR PAUL SZOT EM CARTAZ NO TEATRO SANTANDER COM A GRIFFE JORGE TAKLA


Por Mauricio Kus, 29/08/2016 às 11:13

My Fair Lady - Paul Szot - Jorge Takla

"MY FAIR LADY", ESTRELADA POR PAUL SZOT

EM CARTAZ NO TEATRO SANTANDER COM A GRIFFE JORGE TAKLA

Reconhecido com um dos mais competentes e importantes encenadores do teatro brasileiro, uma autentica griffe em nosso showbusiness, Jorge Takla dirige e responde pela nova encenação de “My fair lady”, em cartaz desde o dia 27 de agosto no Teatro Santander, a mais nova casa de espetáculo, situada no luxuoso Complexo do Shoopping JK Iguatemi. A temporada vai até 6 de novembro, e o número de ingressos vendidos ainda antes da estreia, faz prever que será o grande sucesso do ano no teatro brasileiro.

Meticuloso, Jorge Takla apresenta um espetáculo digno dos melhores programas da Broadway em Nova York, ou do West End em Londres. Os números falam por si só deste gigantesca produção, que teve um orçamento de 5 milhões de reais para sua montagem; reuniu 44 artistas no elenco, inclusive trouxe de Nova York o barítono paulista Paulo Szot, vencedor em 2008 do Premio Tony, como o melhor intérprete de musicais daquele ano, à frente do elenco do clássico “South Pacific”; reuniu 30 atores e 14 músicos; batalhou incansavelmente com 600 testes para finalmente escolher a goiana Daniele Nastri para o papel da florista Eliza Doolittle. Os ensaios duraram meses de intenso trabalho e, Takla com seu tradicional bom gosto movimentou um exercito de costureiras para confeccionar os 200 trajes usados pelos atores em cena.

"My Fair Lady" é considerado um dos maiores musiais de todos os tempos. Como espetáculo musical estreou na Broadway em 15 de março de 1956 no Mark Hellinger Theatre e apresentou 2.717 performances, sobre obrigado a trocar duas vezes de teatro,por força de contrato vencido, e lotações esgotadas todos os dias. No elenco,Rex Harrison, Julie Andrews e Stanley Holloway. Em Londres “My fair lady” estreou no Teatro Royal Drury Lane e apresentou 2.218 performances. A partir daí iniciou montagens pelo mundo inteiro, apresenta vários revivals nos Estados Unidos e na Inglaterra e é o mais icônico dos espetáculos musicais da história do teatro moderno.

My Fair Lady - Paul Szot - Jorge Takla

A história de "My Fair Lady" começou com o escritor irlandês George Bernard Shaw, que escreveu o livro “Pigmalião” (pode ser encontrado no Brasil, lançado pela editora L&M, em tradução de Millor Fernandes), que foi transformado em peça teatral (não musical) em 1938 e filme em 1938, com Leslie Howard, Wendy Hiller, concorrendo ao Oscar, como melhor ator e melhor roteiro adaptado. Leslie Howard não ganhou, mas George Bernard Shaw ganhou roteirisando o filme com mais três roteiristas. Ao sabe da noticia dizia que se sentia ofendido por aquele prêmio tão sem importância. Acho que os americanos queriam premiar nosso filme inglês o outro George, o Rei da Inglaterra na época. Leslie Howard ficou conhecido internacionalmente por sua atuação como Ashley em “O vento levou” e morreu quando o avião que o levava de Lisboa a Londres foi abatido por caças alemães. Desapareceu no Atlantico e nunca seu corpo foi encontrado. A Alemanha acreditava que ele era um espião inglês e por isto a Luftwafe ordenou que o avião de carreira de um país neutro, em que viajava, fosse abatido.

Em São Paulo, com grande elenco e orquestra ao vivo, o espetáculo - baseado no clássico Pigmalião, de George Bernard Shaw - se vale de cenários e figurinos luxuosos para narrar a história de um professor aristocrata, Mr Henry Higgins, que aceita o desafio de transformar Eliza Doolittle, uma vendedora de rua, sem qualquer refinamento, em uma dama da alta sociedade. A montagem - resultado da parceria entre a Takla Produções, EGG Entretenimento (da empresária e produtora Stephanie Mayorkis) e IMM Esporte e Entretenimento - é apresentada pelo Ministério da Cultura, Mercado Livre e Mercado Pago e ocupa o novo Teatro Santander com patrocínio da Renner e Zurich Santander Seguros.)

Paulo Szot, o consagrado ator e barítono vencedor do Tony, (o Oscar do teatro americano) como melhor ator por sua performance no musical South Pacific, na Broadway, em Nova Iorque, é o primeiro brasileiro a receber este e outros três prêmios nos Estados Unidos - Drama Desk, o Outer Critic’s Circle e o Theater World Awards. Dono de uma bem-sucedida carreira internacional no mundo da ópera, iniciada em 1997 em O Barbeiro de Sevilha, no Teatro Municipal de São Paulo, participará, pela primeira vez de um musical no Brasil. “Era um desejo antigo me apresentar aqui depois de tantos anos, ainda mais fazendo um musical na companhia de um dos maiores diretores do país, sinônimo de bom gosto e de belíssimos espetáculos. Eu e Takla temos uma grande parceria desde que ele me dirigiu em La Boheme, em 1998, e isso foi decisivo para ter aceitado esse convite. Eu não poderia me sentir mais feliz”, exalta o ator.

Eliza Doolittle será interpretada por Daniele Nastri, escolhida através de audição entre cerca de 600 candidatas. A jovem soprano natural de Goianiaé graduada em Canto pela Universidade Federal de Goiás e mestre em Performance na Trinity Laban Conservatoire of Music and Dance, em Londres. Daniele integrou o Coro da Orquestra Sinfônica de Goiânia entre 2008 e 2011 e chegou a se apresentar, no ano passado, no Blackheath Halls, na capital inglesa, interpretando a rainha das fadas Tytania, da ópera Sonho de uma noite de Verão, de Benjamin Britten. "Estar nesse espetáculo ao lado do Paulo, do Jorge Takla e de todos esses profissionais é uma situação quase surreal, como se eu estivesse em um sonho. Tenho todos eles como referência e inspiração, por isso estar nessa equipe só faz com que eu queira me dedicar e aprender ainda mais", comemora.

My Fair Lady - Paul Szot - Jorge Takla

Sandro Christopher (Alfred Doolittle), Eduardo Amir (Cel. Pickering), Frederico Silveira (Freddy Eynsford- Hill), Eliete Cigaarini (Sra. Higgins) e Daniela Cury (Sra. Pearce) também fazem parte do elenco, que contará com 30 atores no total, além de 14 músicos.

A música original de Frederick Loewe embala o libreto e as letras de Alan Jay Lerner, que receberam versão em português de Cláudio Botelho. Responsável pela direção musical do espetáculo, o compositor e maestro Luis Gustavo Petri colecionou prêmios em universos tão diversos quanto o sinfônico, o operístico e os grandes musicais - dentre os que ele dirigiu estão West Side Story, Cabaret, My Fair Lady, Victor ou Victoria, Evita, O Rei e Eu e Jesus Cristo Superstar. Convidada por Jorge Takla e Stephanie Mayorkis para integrar a produção, a diretora associada e coreógrafa Tânia Nardini possui longa experiência com musicais no Brasil e no exterior, e em seu currículo constam títulos como Chicago, Rent, O Fantasma da Ópera, Evita e O Rei e Eu, entre muitos outros. À equipe soma-se também o premiado figurinista Fábio Namatame, cuja trajetória contabiliza mais de cem trabalhos em peças, musicais, óperas e filmes, e o cenógrafo argentino Nicolás Boni, que iniciou carreira na ópera.

A história de Pigmalião foi levada às telas de cinema originalmente em 1938 e chegou à Broadway há exatos 60 anos, em 1956, com enorme aclamação de público e crítica, já batizada como My Fair Lady. A produção contava com Julie Andrews e Rex Harrison nos papeis principais e foi premiada com seis Tony e um Theater World Award. Oito anos depois, Harrison retornava ao papel na versão cinematográfica de George Cukor, desta vez ao lado de Audrey Hepburn, para repetir o grande sucesso do musical. Ao todo, o filme recebeu oito Oscar, três Globo de Ouro e o Bafta de Melhor Filme.

"A nova montagem acontece num momento oportuno, quando a sociedade busca discutir de forma mais ampla temas e questões infelizmente ainda muito atuais, como discriminação, preconceito e barreiras sociais, além de apontar a cultura e a educação como meios possíveis de superação", resume Stephanie Mayorkis.

No Brasil, a primeira encenação de My Fair Lady, intitulada Minha Querida Lady, foi realizada em 1962 pelo produtor Victor Berbara. Além de Bibi Ferreira e Paulo Autran nos papéis principais, a montagem contava ainda com uma jovem Marília Pêra, em início de carreira. O espetáculo fez grande sucesso e ficou três anos em cartaz, no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Em sua segunda montagem (a primeira foi há nove anos), Jorge Takla optou por realizar um espetáculo inteiramente novo. "Trabalhar numa nova montagem deste clássico, encenado nos maiores teatros do mundo de dez em dez anos, é um desafio imenso, delicioso e renovador. Eu mudei, cenários, figurinos e elenco também mudaram, mas a música e a história permanecem, cada vez mais adoráveis e contundentes", resume Takla.

Mauricio Kus

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