Mauricio Kus
'O QUEBRA NOZES' JÁ É UMA TRADIÇÃO NATALINA NO TEATRO ALFA


Por Mauricio Kus, 24/11/2011 às 11:24

A TRADIÇÃO NATALINA CONTINUA NOS PALCOS: CISNE NEGRO APRESENTA, EM SUA 28ª EDIÇÃO, O ESPETÁCULO “O QUEBRA NOZES” NO TEATRO ALFA

Continuando com uma tradição que já é parte dos festejos natalinos, a Cisne Negro Cia.de Dança, apresenta, de 8 a 18 de dezembro, no palco do Teatro Alfa, o famoso ballet, ícone da dança e da música, do imortal Tchaikovsky, “O Quebra Nozes”. O espetáculo, considerado um “presente de Natal” para os que conhecem e admiram a magia desta obra, tem direção artística de Hulda Bittencourt, e traz para o Brasil estrelas do mundo do ballet, para abrilhantar as récitas que devem encantar, avós,pais e crianças que habitualmente assistem às representações, às vezes mais do que uma vez, nesta quinzena de encantamento de tradição natalina.

Para a temporada de 2010 o Cisne Negro contratou especialmente para a produção, solistas convidados do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, do Staatsballet de Berlim e do Sofia National Opera and Ballet, além de convidados, como o ator Felipe Carvalho e Cinthia Beranek, ex bailarina do Cisne Negro, que participou por oito anos como integrante do Cirque Du Soleil.

O QUEBRA NOZES - TEATRO ALFA

O espetáculo – com direção artística de Hulda Bittencourt e direção de ensaios de Dany Bittencourt, tem a participação de renomados professores-ensaiadores nacionais e internacionais, dentre eles o russo Boris Stoirojkov e a brasileira Toshie Kobayashi.

Uma atração à parte são apresentações de corais natalinos no saguão do Teatro Alfa.
A primeira apresentação de "O quebra-nozes, dirigida pelo Cisne Negro Cia.de Dança, ocorreu em dezembro de 1982, sendo executada anualmente a partir desta data, e nos dias de hoje, é uma tradição natalina, tão admirada e requisitada quanta a figura do Papai Noel.

A criação de “O quebra-nozes” foi inspirada numa adaptação francesa de um trecho do conto Nusscraker und Mauserkonig (Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos), de Ernest Hoffman. Tschaikowsky se encantou com as colorações sinistras e fantásticas que envolvem a história e compôs a música para o Ballet. O resultado desta composição é uma obra repleta de fantasia e romantismo.

Encenado em dois atos, o ballet conta a fantasia de Clara, uma menina que na noite de Natal ganha muitos presentes, mas se encanta de uma maneira especial por um deles, um boneco quebra-nozes. Quando todos vão dormir, Clara vai à sala para brincar com seu novo presente, adormece e entra no mundo da fantasia. Os brinquedos ganham vida, dançam, lutam, viajam para o Reino das Neves e Reino dos Doces, onde Clara e seu príncipe são homenageados com danças típicas de vários países e com um gracioso pas-de-deux da Fada Açucarada.

O QUEBRA NOZES - TEATRO ALFA

Márcia Jaqueline, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, é natural do Rio de Janeiro e iniciou seus estudos de ballet clássico aos 9 anos de idade na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, onde se formou, obtendo sempre nota máxima.

Com apenas 14 anos ingressou no Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a maior companhia de ballet clássico da América Latina. Atualmente é a primeira bailarina do grupo e detentora de vários prêmios em concursos nacionais, tendo participado como solista convidada em vários espetáculos pelo Brasil e exterior, inclusive Estados Unidos e Canadá.

Denis Vieira, solista do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, nasceu em Joinvile, Santa Catarina, e iniciou seus estudos na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, aos oito anos de idade. Formado, entrou para a Companhia do Bolshoi.

Interprete de grandes ballets, como Lês Sylphides e O Quebra-Nozes, fez apresentações na Itália e na Gala Latino Americana em Assunção.

Trabalhou com grandes professores e coreógrafos, como Vladmir Vassiliev, Kevin McKenzie ( no American Ballet Theatre), Dalal Achcar e Marcia Haydée, Em 2011 participou do Primeiro Boston International Ballet Competition.

O QUEBRA NOZES - TEATRO ALFA

Viara Natcheva, nascida na Bulgária, atua no Staatsballett de Berlim. Em 1990 ganhou o Prêmio Especial na Competição Internacional de Ballet em Varna. fez parte do Aalto Ballet Theater Essen, German Opera Berlim, Ballet of the Staatsoper Unter den Linden e, desde 2000, é a primeira bailarina solo.

Emil Yordanov é o primeiro bailarino do Sofia National Opera and Ballet.

Nasceu em Varna, Bulgária. Em 2004 conquistou o prestigioso prêmio "A. Petrov" no XI Certame de Jovens Bailarinos em Sofia. Em 2005, recebeu diploma honorário, no Dia da Cultura e Alfabeto Eslava, outorgado pelo Ministro da Cultura da Republica da Bulgária.

Começou a carreira profissional no The Sofia National Opera and Ballet, onde se tornou solista.

Em 2008 e 2009, na Itália, atuou em várias cidades com uma excursão com os espetáculos "Carmina Burana". "Traviata" e "Quebra-Nozes".

Fez apresentações no Canadá, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Itália e Grécia.

O Cisne Negro Cia.de Dança, sob a direção artística de Hulda Bittencourt, é considerada uma das melhores companhias contemporâneas do país. Na filosofia do Cisne Negro encontram-se a originalidade, a tradição e a preocupação de formar novas platéias, buscando públicos capazes de apreciar a inovação e a beleza. A companhia nasceu de uma circunstância especial: sua diretora artística, Hulda Bittencourt, juntou as alunas do já famoso Estúdio de Ballet Cisne Negro com alguns atletas da Faculdade de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP). A aproximação desses dois universos deu ao grupo sua principal característica: uma dança espontânea, energética, viril e de grande qualidade técnica e artística. Uma dança laureada com diversos prêmios.

Os trabalhos da companhia inserem-se dentro do panorama contemporâneo da dança ocidental, e consequentemente, desde o inicio, a companhia trabalha com coreógrafos inovadores e jovens, oriundos de países, como Portugal, França, Israel, Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Moçambique, África do Sul, Chile, Holanda, Espanha e, naturalmente, brasileiros.

Os trabalhos do Cisne Negro foram apresentados nas principais cidades do Brasil e, na Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Uruguai, Paraguai, Argentina, Alemanha, Moçambique, África do Sul, Chile e Tailândia, levando a dança brasileira construída com profissionalismo e paixão, ao redor do mundo.

Este ano o grupo comemora 34 anos de existência, já pensando em novas excursões para levar sua inovadora dança aos quatro cantos do planeta.

mkus@uol.com.br



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