Mauricio Kus
MARILYN MONROE E ELIZABETH TAYLOR TIVERAM RITUAL JUDAICO EM SEUS FUNERAIS


Por Mauricio Kus, 06/04/2011 às 9:50

A perda foi mais recente de um ícone de Hollywood, foi Elizabeth Taylor, que faleceu no dia 23 de março e foi enterrada no dia seguinte num funeral discreto e com o comparecimento apenas de familiares e amigos íntimos.


O jornal inglês “London’s Daily Mail”, apesar de ter seu correspondente
em Hollywood, (assim,como a imprensa em geral, impedido de entrar no cemitério) teceu considerações sobre o enterro.   Um assessor de Liz Taylor, informou que o funeral começou com atraso de 15 minutos, como era habito da estrela, na chegada de festas e eventos.  “Ela queria chegar atrasada até para o seu próprio funeral”, deixando ordens expressas neste sentido.


Elizabeth Taylor, quando casou com Eddie Fisher, converteu-se ao judaismo, religião professada pelo noivo. A conversão foi feita pelo Rabino reformista Max Nussbaum, que deu a Liz o nome hebraico de Elisheba Rachel.


A conversão foi feita em 1959, ano do casamento que escandalizou Hollywood, pois Liz Taylor “roubou” o marido de sua melhor amiga, Debbie Reynolds.


A conversão de Liz Taylor não foi um ato isolado ou uma prova de amor para seu novo marido (num casamento que durou pouco mais de um ano).


De acordo com a Organização Sionista da América, num comunicado em que manifestava luto pela morte de Liz Taylor, ela já tinha antecedentes de atividades e esforços em pról de Israel, mesmo tendo tido formação cristã.


Liz Taylor cancelou uma viagem marcada para Moscou, quando a União Soviética condenou Israel por se defender de seus vizinhos árabes. Foi uma das 60 mulheres de destaque a assinar um protesto em 1975, contra a Declaração da ONU de que Sionismo é racismo.  Havia comprado 100.000 dolares em obrigações de Israel, e ofereceu-se como refém de troca, quando 104 judeus a bordo de um Airbus da Air France, foram mantidos prisioneiros de terroristas da OLP no Aeroporto de Entebbe. 


Este ato de terrorismo deu origem a um dos mais heróicos resgates da história da humanidade, quando Israel mandou um avião com soldados para Entebbe e num ato inédito, tomou o aeroporto de assalto, libertando todos os reféns, com uma única baixa, o irmão do atual chefe de governo de Israel, Benjamim Netanyuahu, cujo corpo foi levado para Israel, onde est
á enterrado em Jerusalém.


Todos os seqüestradores foram mortos num embate com os soldados israelenses, que regressaram são e salvos para Tel Aviv, recebidos com jubilo por uma multidão de cidadãos e assombro da imprensa e governos do mundo inteiro.


Hollywood que não dorme de touca, produziu às pressas um filme para televisão (que acabou sendo exibido nos cinemas de todo mundo), chamado “Victory at Entebbe”.


O falecido jornalista Alessandro Porro, então correspondente da revista Veja em Israel, participou de todas as festividades da chegada dos reféns e escreveu um livro sobre Entebbe, que foi um dos mais vendidos no Brasil, na época.


Éramos muito amigos e como eu estava, com Sarinha e meus filhos, em Israel neste época, tivemos a honra de trazer os originais em nossa mala para São Paulo, fazendo que chegasse em tempo hábil para a editora, que lançou o livro apenas 15 dias após o acontecimento.


Dirigido por Marvin J. Chomsky, o filme teve um “all star” elenco, sendo que praticamente todos artistas doaram seus cachês para Israel, como auxilio no combate ao terrorismo.  Elizabeth Taylor procurou o diretor e “exigiu” sua presença no filme.


O elenco, impossível de ser juntado em outras condições, tinha os nomes de Helmut Berger, Theodore Bikel, Linda Blair, Kirk Douglas, Richard Dreyfuss, Julius Harris, Helen Hayes, Anthony Hopkins, Burt Lancaster, Christian Marquand, Elizabeth Taylor, Jéssica Walter e Harris Yulin.


Nesta ordem, sem destaques ou estrelismos.


Em 1983, Liz Taylor visitou Israel e teve um encontro com o primeiro-ministro Menachem Begin.

Sua conversão, mais as atitudes e atividades pró Israel originaram a proibição de todos seus filmes em vários paises árabes.  Não sabem o que perderam!


O London’s Daily Mirror, apesar de ausente além dos portões de entrada de cemitério, descreveu com detalhes o ritual do funeral.


O rabino Jerry Cutler dirigiu os cantos e a pregação fúnebre, dentro das tradições judaicas.  Ela foi enterrada em um caixão de mogno, fechado com cola em vez de pregos.  Em sendo Liz Taylor, a decoração tinha que ter requintes de charme e elegância.  “Foi realizado muito bem e muito respeitável, com bastante cuidado e planejamento para manter a distancia as fotos, câmeras e o barulho e tumulto”
,declarações do Rabino Cutler ao Inside Edition.


Ao custo de US$11.000 o caixão era tradicional judaico, topo de linha, com enfeites com algumas características não tradicionais, incluindo um forro de veludo vermelho e um travesseiro combinando.


Esperava-se que Liz Taylor fosse enterrada no mesmo cemitério judaico onde foi enterrada a atriz
, também, convertida Marilyn Monroe, mas seu funeral foi no Glendale’s Forest Lawn Memorial, ao lado de seu amigo de longa data Michael Jackson.


Os serviços, conforme o London’s Daily Mail foram curtos e íntimos, assistidos pela família e amigos mais chegados..  Liz Taylor foi colocada em uma cripta no Grande Mausoléu.


Não é novidade a conversão de astros e estrelas ao judaísmo, principalmente pelo grande número de produtores (a sua maioria) e atores de origem judaica, que são muito representativos na indústria cinematográfica de Hollywood.


Citando só alguns: Goldie Hawn, Gwineth Paltron, Harrison Ford, Jerry Lewis, Jamie Lee Curtiss, Bem Afflek, Bette Milder, Bob Dylan, Danny de Vito, Dustin Hoffman, Adam Sandler, Alicia Silverstone, Lauren Bacalll, Elli Wallach, Barbra Streisand, Eliot Gould, Kirk Douglas, Mel Brooks, Micha
el Douglas, Sarah Jessida Parker, Steven Spielberg e, obviamente, Woody Allen.


Alem de
mais um de uma centena que já se foram.


Existe ainda, uma vertente de celebridades do cinema que se dedicam ao estudo da cabala, sem se submeter à conversão ou exercer a religião judaica.


São os praticantes da cabala, que tem como principais destaques Madonna e Demi Moore, por sinal duas estrelas que já visitaram o Brasil.


Sobre a cabala, o Rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista, esclarece “Cabala é um braço místico do judaísmo que pretende desvendar significados ocultos da Tora, o livro sagrado dos judeus.  Não se trata de uma religião, mas uma de uma interpretação baseada em abstrações matemáticas e numa lógica peculiar, cuja compreensão exige dedicação e conhecimento profundo das tradições judaicas.  Por isso sua interpretação ficou historicamente restrita a poucas pessoas”.

 

mkus@uol.com.br






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