Mauricio Kus
E O OSCAR VAI PARA,... TURNER (TNT) E PARIS FILMES


Por Mauricio Kus, 27/02/2012 às 16:27

E O OSCAR VAI PARA,... TURNER (TNT) E PARIS FILMES

 

O assunto do momento é a transmissão da entrega de estatuetas da 85ª versão da mais famosa premiação da indústria do cinema, o Oscar, realizado nesta madrugada no Kodak Theatre, em Los Angeles.


Em clima de saudade, Hollywood neste ano, reverenciou o cinema mudo nos dois filmes que mais premiações receberam: O Artista e A invenção de Hugo Cabret, indo na contramão da tendência atual que é modernizar tecnologicamente ao máximo, as produções comerciais, dando muito realce a efeitos especiais, trucagens, efeitos visuais e sonoros, com menos destaques aos atores e atrizes em sua interpretação.


Não vou escrever sobre os premiados, nem externar minha decepção por Martin Scorcese não ter levado o prêmio de melhor diretor, nem dizer que estou com muitas ressalvas ao fato de que seu filme A invenção de Hugo Cabret não ter sido apontado como o melhor filme do ano.




Coisas da Academia, que com seis mil associados, nunca será unanimidade.  O que comprova porque George Clooney (o queridinho e favorito do público americano) não ter levado a estatueta para casa, pelo seu desempenho em Os descendentes.


Muito se falou e vai se falar do Oscar na mídia, nas redes sociais, nos bate papo de padaria. Talvez a única unanimidade seja o prêmio de Meryl Streep, a eterna concorrente, apesar de que, quase no apito final a simpática e extremamente talentosa Viola Davis, poderia chegar lá.]


Vou falar de dois vitoriosos que nos tocam mais de perto, porque estiveram na telinha de casa, superando seus concorrentes, a Globo e E, que não tiveram o mesmo brilho na transmissão.  A primeira, porque privilegiou a programação normal, entrou atrasada e ainda exibiu com cortes e apenas lances esporádicos, o desfile das escolas de sambas vencedoras do Carnaval, que já estava programado na emissora.

E a E, porque se preocupou mais com um merchandising disfarçado com as atrizes (algumas elegantes, algumas cafonas), exaltando os costureiros, joalheiros, aderecistas, cabelerereiros e maquiadores que cuidaram de seu visual para a apresentação na festa).


A TNT (Turner), com o aval de Eliane Munhoz e organização de Thiago Silvestre e Julio Ibelli, da Fundamento, convidaram 50 jornalistas e acompanhante, para um jantar no Bar des Arts, com direito a telão, comentários do tapete vermelho por Sabrina Parlatore e Cássio Reis, e comentários do jornalista cinéfilo Rubens Ewald Filho, que com sua erudição cinematográfica comentou todos os lances do evento.

O serviço, atendimento, ambiente do Bar des Arts, impecável como sempre, não fôra uma das jóias da coroa da rede de restaurantes do eficiente Giancarlo Bolla.


Este Oscar vai para a TNT.


A Paris Filmes, empresa distribuidora de filmes 100% nacional, está distribuindo três dos filmes que entraram em competição, desafiando e derrotando todas as majors (grupo de estúdios e distribuidores americanos), que provavelmente entraram em disputa para ficar com a distribuição da cereja do bolo da lista de concorrentes: Albert Nobbs, O Artista e A Dama de Ferro.




Os prêmios principais, melhor filme, melhor ator, e melhor diretor ficaram com O Artista, enquanto a diva Meryl Streep, a recordista de indicações desde que o Oscar foi instituído, levou a estatueta de melhor atriz por A Dama de Ferro.


Um prêmio justo para a distribuidora fundada pelo emigrante Sande Adamiu, pai do empreeendedor  e entusiasta homem de cinema, que, após os falecimento do pai, transformou a Paris Filmes numa das principais empresas exibidoras e distribuidoras de filmes do Brasil.




Alexandre Adamiu,  conhecido pelos amigos como Alex, velho companheiro de várias idas ao Festival de Cinema de Cannes (onde comprava os filmes), se foi jovem, mas seu filho e colaboradores antigos mantém o prestigio da empresa da estilizada Torre Eifel, e vêm seus esforços plenamente vitoriosos com esta lavada na entrega do Prêmio Oscar.


Este Oscar vai para a Paris Filmes.

 






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